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Rádio: o meio de comunicação da pilha a nova era digital

Ele foi o primeiro meio de comunicação de massa mais importante do Brasil, mas também já disseram que iria “morrer”. Seja a pilha, na energia, no celular, no carro ou na internet, o rádio permanece sendo um dos principais meios de comunicação do brasileiro. Pesquisa DIMENSION, de 2018, divulgada pelo Kantar Ibope Media revela que o consumo de Rádio no Brasil chega a 91,9% da população.

Tendo a sua primeira transmissão brasileira ocorrida em 7 de setembro de 1922, com o pronunciamento do, então presidente, Epitácio Pessoa e a Rádio Sociedade, do Rio de Janeiro, considerada como a primeira emissora do país, o rádio continua sintonizado na preferência dos ouvintes.

Tanto que, há datas comemorativas para ele, o Dia Mundial do Rádio é comemorado em 13 de fevereiro em homenagem à primeira emissão de um programa da Rádio das Nações Unidas, em 1946.

Já a sua invenção contou com dois grandes personagens: o italiano Guglielmo Marconi e o brasileiro Roberto Landell de Moura. Sim, temos um brasileiro envolvido.

Marconi patenteou a transmissão–recepção eletrônica por centelhamento dos sinais telegráficos em código Morse, em 12 de setembro de 1896, na Inglaterra, e Landell patenteou um sistema fotônico–eletrônico no Brasil, em 9 de março de 1901. Os dois experimentos foram decisivos, cada um a seu modo, para o surgimento.

O PODER DA ADAPTAÇÃO

O rádio, sem dúvidas, é um veículo de comunicação que precisa ser sempre estudado e analisado, sua capacidade de adaptação é impressionante. Com o avanço tecnológico e a proliferação das redes sociais, a impressão era de que o rádio perderia espaço, no entanto, foi justamente o contrário.

As emissoras construíram novas oportunidades na era das mídias convergentes, sem perder sua originalidade. A transmissão digital rompeu barreiras tornando possível acompanhar qualquer programação, mesmo sem ter um aparelho com uma antena sincronizada.  Por sua vez, a popularização dos smartphones conectados as redes sociais trouxeram os ouvintes para contribuir: seja enviando relatos do dia a dia das grandes metrópoles, participando de promoções, pedindo canções, dando sugestões. O público tornou-se mais engajado, o que traz mais retorno para as marcas anunciantes. A publicidade radiofônica trouxe novas tendências como os Jingles e Spots.  A receita publicitária no rádio teve aumento de 24% no Brasil. 

APRENDA COM O RÁDIO

A convergência é uma das responsáveis pela sobrevivência do rádio na era digital. As plataformas interativas foram criadas e otimizadas.

Quem poderia imaginar que seria viável assistir programas de rádio pelas redes sociais?

Neste momento Landell e Marconi – onde quer que estejam – comemoram a versatilidade que o rádio incorporou na era digital.

Com isso, tiramos a lição que é fundamental aprender com o novo, ao invés de rejeitar novidades e tendências.

É preciso ter a mente aberta para as mudanças no mundo dos negócios. Com a internet a comunicação passou a ser mais direta, o receptor passou a interagir com o emissor e a mensagem ganhou novas dimensões.

Seja no âmbito do entretenimento, político, jornalístico ou esportivo, seja no início dos tempos com suas radionovelas ou agora com as mensagens via redes sociais, o rádio tem uma história poderosa e importante para a formação dos brasileiros. Independentemente da classe social é um veículo que tem programação para todos, seja na cidade grande ou no interior.

A verdade é que o rádio ainda faz o coração do ouvinte bater mais forte.

E você, qual a sua rádio favorita? Como você imagina o rádio daqui a 30 anos? Deixe seu comentário.

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