Mulheres trabalhadoras

Mulheres trabalhadoras ainda seguem em luta

É só acabar o Carnaval que já começa o burburinho por causa do Dia Internacional da Mulher. Mas, afinal, o que significa o dia 8 de março?

Oficializado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975, o chamado Dia Internacional da Mulher é comemorado desde o início do século 20.

Historicamente, mesmo com algumas controvérsias, que envolvem questões de cunho ideológico, o Dia Internacional da Mulher surge a partir de todo um histórico de luta das mulheres trabalhadoras.

Jornadas com passeatas e manifestações lotaram ruas de muitas cidades como Nova York, nos Estados Unidos, além de países europeus. Em um período efervescente, no início dos anos 1900, as passeatas organizadas por mulheres trabalhadoras protestavam em prol da igualdade de seus direitos civis e pelo voto feminino. Coube às mulheres organizadas nas fábricas o chamado ‘grande estopim’ da luta emancipadora feminina. Em pauta estavam questões centrais como: melhores condições de trabalho e salários justos.

A data de 8 de março é também relacionada ao incêndio ocorrido em 25 de março de 1911 na Companhia de Blusas Triangle (Nova York-EUA), quando 146 trabalhadores morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens (a maioria judeus) e daí uma sucessão de eventos ligados aos movimentos sindicais de trabalhadores europeus e norte-americanos motivaram a adoção do 8 de março como o dia internacional da mulher.

O Movimento prossegue

Pode-se afirmar que, literalmente as mulheres deram suas vidas por igualdade, justiça e liberdade. Nos dias atuais elas ainda precisam, dia após dia, buscar por seus direitos, desde o básico que é o direito à vida até a luta por equidade de gênero em várias situações sociais.

No Brasil, os muitos dados comprovam as afirmações anteriores:

  • O Brasil é o 5º país no ranking mundial de Feminicídio (assassinato de mulheres), segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Em 2018, foram registrados 1.206 feminicídios no Brasil, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019.
  • A taxa de pobreza por família, medida pela linha dos US$ 5,5 por dia, é maior entre famílias compostas por mulheres sem cônjuge e com filhos. O indicador representa 57% desse universo, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais 2017 – SIS 2017, do IBGE.

Tanto homens quanto mulheres podem se engajar

Superar todos os índices de desigualdade e violência de gênero é uma missão que também envolve a participação masculina. O Brasil só será uma nação plena quando conseguir alcançar a tão necessária equidade de gênero. E isso não é um sonho impossível nem discurso vazio.

O ideal é que estas e outras questões importantes entrem na pauta da sua empresa, casa e roda de amigos, hoje, amanhã e depois.

Afinal, se não agora, quando?

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