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O impacto do COVID-19 nos eventos

O coronavírus (COVID -19) já é considerado pandemia, o vírus que surgiu na China em meados de dezembro do ano passado tem se espalhado pelo mundo muito rapidamente, e até causado pânico em muitos países.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), são mais de 197 mil casos em 114 países e pelo menos 8 mil mortes registradas até o momento, mas cerca de 81 países ainda não relataram nenhum caso.

No Brasil a pandemia vem em números crescentes, mais de 428 pessoas infectadas e quatro mortes. O impacto na economia mundial já é mais que sentido com esses números, volume de exportações e importações, empresas fechadas e algumas com falta de matéria prima são obrigadas a dar férias coletivas para colaboradores.

Em razão do surto de Corona vírus, a economia global pode crescer na taxa mais baixa desde 2009, isso gera uma estagnação no mercado mundial. Muitas empresas têm adotado o home office, no Brasil e no mundo.

EVENTOS PELO MUNDO

O COVID-19 já tem apresentado problemas para a área de eventos globalmente, devido a aglomeração de pessoas e maior espalhamento do vírus. Shows, eventos, feiras, desfiles, corridas entre eles Coachella Festival, Evento de Inovação South by Southwest (SXSW), Tomorrowland, Salão do Automóvel de Genebra, GP da China de Fórmula 1, maratona de Tóquio, torneios de tênis, jogos e campeonatos de futebol também seguirão de portões fechados, alguns cancelados e outros adiados.

E o grande evento das Olimpíadas em Tóquio, marcado para 24 de julho deste ano, ainda pode ser adiado. O comitê olímpico luta para que o evento aconteça. A cerimônia de acendimento da chama Olímpica que aconteceu nesta quinta (12/3) na Grécia e foi aberto apenas para poucos convidados, cerca de 100, sem a presença de público.  

O governo grego anunciou que todos os eventos esportivos profissionais nas próximas duas semanas serão realizados sem espectadores, como resultado da pandemia. Fora alguns artistas que desmarcaram turnês como: Pearl Jam, Madonna, Avril Lavigne, Miley Cyrus entre outros.

EVENTOS NO BRASIL

No Brasil são cerca de 351 casos confirmados até o momento e mais de 6 mil suspeitos, com uma morte confirmada, um número considerado baixo, mas tem apresentando um crescente causando impacto no país.

Com o objetivo de evitar a propagação do vírus, as empresas de eventos estão cancelando ou alterando a programação.

Sabendo que um evento demore no mínimo dois meses para organização e execução as empresas saem perdendo na questão financeira e organizacional. São escolhidos espaços para eventos, contratados fornecedores, atrações e tudo isso causa um impacto ruim enorme para a empresa.

Mas é preciso ter cautela, e se preocupar com a saúde e bem-estar de todos, importante para essa fase, que ainda não sabemos que rumo o vírus tomará no país. Ainda não é preciso alvoroço e preocupação excessiva, alguns eventos continuam mantidos com menos de 100 pessoas, com ressalvas e cuidado. Os governos de São Paulo e Rio de Janeiro, as cidades que mais tem eventos no país cancelaram todos os eventos no estado e cancelaram alvarás que já estavam liberados para não haverem eventos nos estados.

Medida tomada para conter que o vírus se alastre ainda mais, nada mais prudente considerando que a cidade de São Paulo abriga grande parte dos eventos do país.

O Lollapalooza Brasil, que aconteceria nos dias 3, 4 e 5 de abril em São Paulo, foi adiado para o mês de dezembro. Já, a turnê sul-americana do cantor americano Sammy Hangar e sua banda The Circle foi cancelada pelo artista, ressaltando que a decisão foi tomada por conta da segurança dos fãs, banda e famílias envolvidas.

O show do Backstreet Boys que aconteceria em São Paulo, será remarcado para nova data, os outros shows no país aconteceram, mas com o aumento dos casos no país o último foi cancelado . O maior evento de moda do Brasil SPFW, também foi cancelado, e ainda sem data para remarcação.

Centros culturais, Museus e os Sescs (São Paulo), também seguem fechados.  Empresas de eventos no Brasil já orientam clientes a trocarem datas e remarcarem eventos após surto.

Ressaltando, grande maioria dos prestadores de serviço, trabalham basicamente de forma freelancer, muitas empresas de eventos contratam apenas na demanda, são trabalhos esporádicos, mas com grande fluxo, para essas pessoas o impacto é bem maior, são eles: recepcionistas, técnicos de som e luz, buffets que atendem eventos e festas.

A retomada desses profissionais será gradual, mas pensando nisso, grande parte dessas pessoas ficaram sem receber por um bom período e as contas não vão parar de chegar, o governo estuda uma forma de compensar esses profissionais com o adiamento do pagamento do MEI por três meses, mas ainda sem confirmações.

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